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Artigo doutrinário

Como ensinar Direito Administrativo hoje em dia?

Carlos Ari SundfeldPublicado originalmente no JOTA (jota.info)

Jordão deu spoiler: já estão na editora os originais do “Curso de Direito Administrativo em Ação”, obra coletiva dos Publicistas para sacudir o ensino da disciplinas

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Citação acadêmica

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ABNT
SUNDFELD, Carlos Ari. Como ensinar Direito Administrativo hoje em dia?. jota_import, 7 nov. 2023. Disponível em: https://www.jota.info/opiniao-e-analise/colunas/publicistas/como-ensinar-direito-administrativo-hoje-em-dia. Acesso via: JurisTube — Acervo Digital de Direito. Disponível em: https://juristube.com.br/colunistas/carlos-ari-sundfeld/como-ensinar-direito-administrativo-hoje-em-dia. Acesso em: 21 maio 2026.
APA
Sundfeld, C. A. (2023, November 7). Como ensinar Direito Administrativo hoje em dia?. *jota_import*. https://www.jota.info/opiniao-e-analise/colunas/publicistas/como-ensinar-direito-administrativo-hoje-em-dia
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Jordão deu spoiler: já estão na editora os originais do “Curso de Direito Administrativo em Ação”, obra coletiva dos Publicistas para sacudir o ensino da disciplina. Mas mudar o quê?

Pensamos sobre isso. Antes do curso, o grupo produziu, para a Revista Estudos Institucionais (vol. 9, 3, set/dez 2023), o “Dossiê Direito Administrativo na Voz de Quem Ensina”. Revivemos experiências como alunos e professores. Um balanço.

Marçal é franco sobre a lembrança como aluno de 1977: “O conteúdo da disciplina era muito mais do que desalentador, era insuportavelmente chato. ... era uma das disciplinas mais odiadas pelos alunos. ... um dos martírios do curso.”

Egon descreve seu professor: “dois livrinhos de legislação e as fichas de leitura para as aulas. ... Todas aulas recitativas, com poucas perguntas dirigidas aos alunos.”

O mestre de Floriano era assim: “abordagem muito mais de um glosador taxionomista do que de um formulador ou crítico. As aulas eram bem maçantes.”

As impressões de Jacintho, do início dos anos 1990: “Antes de fomentar a reflexão, a crítica, o debate, cabia ao professor organizar e transmitir informações a seus alunos. O acesso a livros (generalistas e, principalmente, de caráter monográfico) era muito mais restrito.”

As de Binenbojm: “o direito administrativo era um velho edifício em ruínas, clamando por ser reerguido segundo os padrões da democracia constitucional recém-inaugurada.”

Quanto à minha experiência dessa época, já como professor muito inquieto, relato em meu texto que a saída foi inovar: “Um contingente importante de alunos já dava mostras de compreender de modo diferente o aprendizado em direito, em clara alternativa ao padrão de profissionalização precoce que reinou quase absoluto no passado.”

Vera, aluna no período, lembra do primeiro curso que teve: “assistentes legais”, “casos do STF para a turma debater”, “seminários ... superdifíceis”. Sua avaliação: “Ler os acórdãos era um sofrimento (que linguagem é essa, gente?!), mas era muito divertido. Era real.”

Mariana fala de seu curso e de seu professor: “nos expunha, em sala de aula e através de leituras ..., às questões doutrinárias e teóricas que as reformas do estado brasileiro traziam para nosso direito administrativo, e às reflexões dele sobre tudo que estava ocorrendo.”

O mundo do ensino jurídico, portanto, foi se movendo. Mas será o bastante? Como e quanto seguir mudando?

José Vicente: “Conferências coimbrãs são chatíssimas. Alunos calados são chatos. Deve-se usar a internet. O empoderamento discente é irreversível. Mas a diferença entre o remédio e o veneno está na dose”.

Jordão, o mais jovem, propõe: “ensinar o aluno a questionar, a refletir, a pensar por si próprio, vivenciando recorrentemente (aula a aula) os questionamentos, reflexões e pensamentos de seus colegas e de seu professor”.

Inspirados nessas experiências e ideias, que pediam um livro didático diferente, criamos nosso curso interativo. Você vai conhecê-lo em breve e vai se surpreender. Até lá, inove você também, divertindo-se com nosso dossiê.

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