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Especialistas citam avanços e retrocessos na área ambiental em sessão solene na Câmara

Sessão solene reuniu parlamentares e especialistas, que debateram avanços e desafios na legislação ambiental do país

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BRASIL. Congresso Nacional. Câmara dos Deputados. Especialistas citam avanços e retrocessos na área ambiental em sessão solene na Câmara. Agência Câmara, Brasília, 14 jul. 2026. Disponível em: https://www.camara.leg.br/noticias/1291020-especialistas-citam-avancos-e-retrocessos-na-area-ambiental-em-sessao-solene-na-camara/. Acesso em: 29 ago. 2026. Republicado em: JurisTube — Acervo Digital de Direito. Disponível em: https://juristube.com.br/noticias-juridicas/camara-especialistas-citam-avancos-e-retrocessos-na-area-ambiental-em-sessao-solene-na.
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Congresso Nacional. Câmara dos Deputados. (2026, July 14). Especialistas citam avanços e retrocessos na área ambiental em sessão solene na Câmara. *Agência Câmara*. https://www.camara.leg.br/noticias/1291020-especialistas-citam-avancos-e-retrocessos-na-area-ambiental-em-sessao-solene-na-camara/
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Sessão solene reuniu parlamentares e especialistas, que debateram avanços e desafios na legislação ambiental do país

14/07/2026 - 14:45

Bruno Spada / Câmara dos Deputados Nilto Tatto: Amazônia teve o menor índice de desmatamento em uma década Ambientalistas e parlamentares comemoraram a redução dos índices de desmatamento no país, em sessão em homenagem ao Dia Mundial do Meio Ambiente, no Plenário da Câmara dos Deputados. A data, 5 de junho, foi celebrada nesta terça-feira (14). Deputados de partidos de governo e de oposição pediram a realização da sessão. Entre eles, o coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, deputado Nilto Tatto (PT-SP), para quem a redução do desmatamento na Amazônia é resultado de uma política governamental que prioriza a fiscalização e o cuidado com o meio ambiente. “O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais [Inpe] divulgou que a Amazônia teve, no primeiro semestre de 2026, o menor índice de desmatamento para o período em uma década. Desde o início da série histórica do sistema Deter [Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real], uma queda de 38% em relação ao ano passado”, informou Nilto Tatto. Para o deputado, o Brasil reconstrói sua política ambiental no Executivo enquanto, em muitos momentos, o Legislativo empurra em direção contrária. Licenciamento ambiental O diretor de Direito e Políticas Públicas da organização não governamental Avaaz, Maurício Guetta, reforçou as críticas de Tatto. Para ele, mudanças como a nova Lei de Licenciamento Ambiental ( Lei 15.190/25 ) e a que permite que municípios definam regras próprias para construções às margens de rios em área urbana ( Lei 14.285/21 ) são exemplos de propostas aprovadas pelo Legislativo sem o debate adequado. Já o secretário-executivo adjunto do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Guilherme Checco, sugeriu a destinação de emendas parlamentares para o Fundo Nacional do Meio Ambiente. “A partir desse mecanismo, transferir esses recursos para a ponta, para os municípios, para os estados montarem suas brigadas, terem os seus planos de prevenção, terem os seus territórios mapeados, então isso é uma novidade muito recente, é importante que a gente divulgue, a conheça e a implemente”, disse Checco. Guilherme Checco também defendeu a aprovação do projeto que institui a Política Nacional de Bioeconomia ( PLP 150/22 ) e a rejeição de projetos como o que permite o avanço de atividades agropecuárias em campos de altitude ( PL 364/19 ) e o que proíbe embargos rurais baseados apenas em imagens de satélite ( PL 2564/25 ). Bruno Spada / Câmara dos Deputados Barral elogiou leis aprovadas ligadas à descarbonização da economia Legislação verde Outras leis recentes foram elogiadas por Thiago Barral, da Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono do Ministério da Fazenda. Todas elas ligadas a processos de descarbonização da economia, como a que criou o Mover, Programa Mobilidade Verde e Inovação ( Lei 14.902/24 ). “Essas leis são apenas o ponto de partida de um processo de implementação que, como a gente pode perceber, se dará ao longo de anos e cujo retorno para a sociedade brasileira também se dará ao longo de anos. Por isso essa visão de longo prazo é fundamental”, disse Barral. Entre as leis citadas pelo representante do Ministério da Fazenda, estão também: a que criou o Programa de Desenvolvimento do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono ( Lei 14.990/24 ); a que institui o Marco Legal do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono ( Lei 14.948/24 ); a chamada Lei do Combustível do Futuro ( Lei 14.993/24 ); a lei de transição energética na matriz dos transportes ( Lei 14.995/24 ); e a que criou o mercado de carbono no Brasil ( Lei 15.042/24 ).

Ambientalistas e parlamentares comemoraram a redução dos índices de desmatamento no país, em sessão em homenagem ao Dia Mundial do Meio Ambiente, no Plenário da Câmara dos Deputados. A data, 5 de junho, foi celebrada nesta terça-feira (14).

Deputados de partidos de governo e de oposição pediram a realização da sessão. Entre eles, o coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, deputado Nilto Tatto (PT-SP), para quem a redução do desmatamento na Amazônia é resultado de uma política governamental que prioriza a fiscalização e o cuidado com o meio ambiente.

“O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais [Inpe] divulgou que a Amazônia teve, no primeiro semestre de 2026, o menor índice de desmatamento para o período em uma década. Desde o início da série histórica do sistema Deter [Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real], uma queda de 38% em relação ao ano passado”, informou Nilto Tatto.

Para o deputado, o Brasil reconstrói sua política ambiental no Executivo enquanto, em muitos momentos, o Legislativo empurra em direção contrária.

Licenciamento ambiental O diretor de Direito e Políticas Públicas da organização não governamental Avaaz, Maurício Guetta, reforçou as críticas de Tatto. Para ele, mudanças como a nova Lei de Licenciamento Ambiental ( Lei 15.190/25 ) e a que permite que municípios definam regras próprias para construções às margens de rios em área urbana ( Lei 14.285/21 ) são exemplos de propostas aprovadas pelo Legislativo sem o debate adequado.

Já o secretário-executivo adjunto do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Guilherme Checco, sugeriu a destinação de emendas parlamentares para o Fundo Nacional do Meio Ambiente.

“A partir desse mecanismo, transferir esses recursos para a ponta, para os municípios, para os estados montarem suas brigadas, terem os seus planos de prevenção, terem os seus territórios mapeados, então isso é uma novidade muito recente, é importante que a gente divulgue, a conheça e a implemente”, disse Checco.

Guilherme Checco também defendeu a aprovação do projeto que institui a Política Nacional de Bioeconomia ( PLP 150/22 ) e a rejeição de projetos como o que permite o avanço de atividades agropecuárias em campos de altitude ( PL 364/19 ) e o que proíbe embargos rurais baseados apenas em imagens de satélite ( PL 2564/25 ).

Legislação verde Outras leis recentes foram elogiadas por Thiago Barral, da Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono do Ministério da Fazenda. Todas elas ligadas a processos de descarbonização da economia, como a que criou o Mover, Programa Mobilidade Verde e Inovação ( Lei 14.902/24 ).

“Essas leis são apenas o ponto de partida de um processo de implementação que, como a gente pode perceber, se dará ao longo de anos e cujo retorno para a sociedade brasileira também se dará ao longo de anos. Por isso essa visão de longo prazo é fundamental”, disse Barral.

Entre as leis citadas pelo representante do Ministério da Fazenda, estão também: a que criou o Programa de Desenvolvimento do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono ( Lei 14.990/24 ); a que institui o Marco Legal do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono ( Lei 14.948/24 ); a chamada Lei do Combustível do Futuro ( Lei 14.993/24 ); a lei de transição energética na matriz dos transportes ( Lei 14.995/24 ); e a que criou o mercado de carbono no Brasil ( Lei 15.042/24 ).

Reportagem – Luiz Cláudio Canuto Edição – Roberto Seabra

Leia a matéria completa na fonte oficial: Agência Câmara — Direito e Justiça
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