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Projeto cria fundo para ajudar cientistas a registrar patentes no exterior

O Projeto de Lei 732/26 cria um fundo para ajudar cientistas brasileiros a pagar despesas com o registro de patentes no exterior. Os recursos poderão custear…

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BRASIL. Congresso Nacional. Câmara dos Deputados. Projeto cria fundo para ajudar cientistas a registrar patentes no exterior. Agência Câmara, Brasília, 12 ago. 2026. Disponível em: https://www.camara.leg.br/noticias/1294703-projeto-cria-fundo-para-ajudar-cientistas-a-registrar-patentes-no-exterior. Acesso em: 27 set. 2026. Republicado em: JurisTube — Acervo Digital de Direito. Disponível em: https://juristube.com.br/noticias-juridicas/camara-projeto-cria-fundo-para-ajudar-cientistas-a-registrar-patentes-no-exterior.
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O Projeto de Lei 732/26 cria um fundo para ajudar cientistas brasileiros a pagar despesas com o registro de patentes no exterior. Os recursos poderão custear taxas, traduções e honorários.

O texto cria o Fundo de Investimento em Patentes Internacionais (Fipi) e institui o Programa Nacional de Soberania da Propriedade Intelectual, destinado a proteger o patrimônio científico nacional.

O fundo terá recursos de doações de empresas, deduções no Imposto de Renda e parte dos recursos anuais do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

Empresas que comercializarem tecnologias desenvolvidas com recursos públicos federais deverão contribuir com 0,5% da receita líquida anual.

A autora, ex-deputada Enfermeira Ana Paula (CE), atualmente na suplência, lembrou que, em 2026, o Brasil ganhou destaque internacional com os resultados da pesquisadora Tatiana Sampaio, da UFRJ, que desenvolveu a polilaminina – proteína que já permitiu a pacientes tetraplégicos voltar a apresentar movimentos. O Brasil, no entanto, perdeu essa patente há cerca de dez anos, por falta de repasse da União à universidade.

“Penso que é o momento de olhar para a frente e garantir que o nosso país e os cientistas brasileiros não sejam prejudicados pela falta de recursos elementares para o registro de patentes internacionais com potencial de gerar riquezas”, disse Ana Paula.

O projeto ainda autoriza o governo federal a criar o sistema de financiamento coletivo "Patente Brasil". Nesse modelo, pessoas e empresas poderão investir no registro de patentes públicas por meio da compra de certificados de participação. Em troca, terão direito a receber parte dos valores pagos pelo uso dessas tecnologias (royalties) por até 15 anos. Esses certificados também poderão ser negociados na bolsa de valores.

A proposta deixa claro que a patente continuará pertencendo ao governo brasileiro, mesmo com a participação de investidores. O dinheiro arrecadado pelo país com a venda dos certificados só poderá ser usado para custear o processo de registro de patentes no exterior.

Pelo menos 25% dos recursos do fundo deverão ser destinados a tecnologias de baixo custo voltadas para a saúde pública, o saneamento básico, a acessibilidade e a agricultura familiar. O projeto denomina essas tecnologias de Patentes de Impacto Social Imediato (PISI).

A proposta será analisada, em caráter conclusivo , pelas comissões de Indústria, Comércio e Serviços;  de Ciência, Tecnologia e Inovação; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Leia a matéria completa na fonte oficial: Agência Câmara — Direito e Justiça
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