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Curso debate papel da imprensa na cobertura de violência contra mulheres

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), a Escola Paulista da Magistratura (EPM), a Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (…

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BRASIL. Conselho Nacional de Justiça. Curso debate papel da imprensa na cobertura de violência contra mulheres. CNJ Notícias, Brasília, 20 ago. 2026. Disponível em: https://www.cnj.jus.br/curso-debate-papel-da-imprensa-na-cobertura-de-violencia-contra-mulheres/. Acesso em: 4 out. 2026. Republicado em: JurisTube — Acervo Digital de Direito. Disponível em: https://juristube.com.br/noticias-juridicas/cnj-curso-debate-papel-da-imprensa-na-cobertura-de-violencia-contra-mulheres.
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Conselho Nacional de Justiça. (2026, August 20). Curso debate papel da imprensa na cobertura de violência contra mulheres. *CNJ Notícias*. https://www.cnj.jus.br/curso-debate-papel-da-imprensa-na-cobertura-de-violencia-contra-mulheres/
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O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), a Escola Paulista da Magistratura (EPM), a Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Comesp) e a Defensoria Pública do Estado de São Paulo (DPESP) realizaram, na segunda-feira (17/8), o primeiro curso “Cobertura jornalística de casos de violência contra mulheres e feminicídios”. A atividade reuniu cerca de 50 profissionais e discutiu formas de abordar o tema sem contribuir para a revitimização das mulheres ou para a reprodução de condutas violentas.

O presidente do TJSP, desembargador Francisco Eduardo Loureiro, e o diretor da EPM, desembargador Ricardo Cunha Chimenti, participaram da abertura. “Nosso grande desafio hoje é diminuir a subnotificação mediante uma procura quase ativa, estimulando a mulher a fazer previamente a comunicação da violência. Lembrando que o feminicídio é o ápice. Normalmente, essa mulher já sofre violência doméstica há anos, de forma contínua. A forma como se notifica esse tipo de crime é absolutamente relevante para evitar que ele se repita ou que se estimule a sua repetição”, afirmou Loureiro.

Chimenti deu as boas-vindas aos participantes e destacou a importância de novas ações conjuntas. “Sabemos da importância do tema. Sintam-se à vontade para propor novas ações conjuntas para que, em cooperação, mudemos essa lógica extremamente nociva”, afirmou.

Mesa de abertura

A coordenadora da Comesp, desembargadora Flora Maria Nesi Tossi Silva, ressaltou o papel da informação responsável na proteção das mulheres. Segundo ela, o diálogo com a imprensa pode contribuir para evitar abordagens que, em vez de inibir, acabem estimulando novos casos.

A vice-coordenadora da Comesp, desembargadora Maria de Fátima dos Santos Gomes, defendeu a atuação integrada do Judiciário, Executivo, Legislativo, imprensa e sociedade no enfrentamento à violência contra a mulher.

Representando a DPESP, a coordenadora da Coordenadoria de Comunicação Social e Assessoria de Imprensa, defensora pública Ana Carolina Oliveira Golvim Schwan Moreira, destacou a responsabilidade coletiva na divulgação do tema. “Há muito tempo, a violência doméstica não é um assunto privado. Todos nós temos responsabilidade e contamos muito com essa troca para que a informação chegue de forma adequada e possa salvar vidas”, frisou.

Também participaram da mesa a juíza da Comesp Adriana Vicentin Pezzatti de Carvalho, a diretora de Comunicação do TJSP, Rosangela Maria Moraes Sanches, e a coordenadora de Imprensa, Maria Cecília Abbati dos Santos, organizadoras do evento.

Exposições

A juíza Teresa Cristina Cabral Santana abordou conceitos de gênero, estereótipos e aspectos da Lei Maria da Penha. Ela destacou medidas de prevenção e proteção, como a possibilidade de concessão de medidas protetivas independentemente de boletim de ocorrência, e ressaltou a necessidade de conferir credibilidade à palavra da mulher.

A juíza do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) Luciana Lopes Rocha tratou do efeito copycat (imitativo) na cobertura de feminicídios. Segundo ela, a exposição excessiva, especialmente com detalhamento do método empregado, romantização ou justificativa do crime, pode estimular atos semelhantes. Também defendeu que as reportagens deem visibilidade à trajetória de violência e à eventual escalada das agressões.

A jornalista e gerente do Instituto AzMina, Mari Leal, discutiu o papel social do jornalismo na abordagem da violência de gênero. Para ela, a cobertura deve considerar quem é ouvido, quanto espaço cada fonte recebe e de que maneira seus relatos são apresentados.

O curso terminou com atividades interativas, análise de casos e esclarecimento de dúvidas.

Fonte: TJSP

Leia a matéria completa na fonte oficial: Conselho Nacional de Justiça
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