Entenda como o pagamento prévio do ITCMD descomplica a partilha de bens
O Plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu que não é preciso pagar antecipadamente o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) pa…
Citação acadêmica
Copie a referência deste notícia no estilo da sua escolha e cole no seu trabalho. Geramos a citação no padrão exigido pela maioria das revistas jurídicas brasileiras. Ver guia completo.
Ver prévia das três referências▸
BRASIL. Conselho Nacional de Justiça. Entenda como o pagamento prévio do ITCMD descomplica a partilha de bens. CNJ Notícias, Brasília, 21 set. 2026. Disponível em: https://www.cnj.jus.br/entenda-como-o-pagamento-previo-do-itcmd-descomplica-a-partilha-de-bens/. Acesso em: 21 set. 2026. Republicado em: JurisTube — Acervo Digital de Direito. Disponível em: https://juristube.com.br/noticias-juridicas/cnj-entenda-como-o-pagamento-previo-do-itcmd-descomplica-a-partilha-de-bens.
Conselho Nacional de Justiça. (2026, September 21). Entenda como o pagamento prévio do ITCMD descomplica a partilha de bens. *CNJ Notícias*. https://www.cnj.jus.br/entenda-como-o-pagamento-previo-do-itcmd-descomplica-a-partilha-de-bens/
@misc{cnj-entenda-como-o-pagamento-pr-vio-do-itcmd-2026,
author = {{Conselho Nacional de Justiça}},
title = {Entenda como o pagamento prévio do ITCMD descomplica a partilha de bens},
howpublished = {CNJ Notícias},
year = {2026},
url = {https://www.cnj.jus.br/entenda-como-o-pagamento-previo-do-itcmd-descomplica-a-partilha-de-bens/},
urldate = {2026-09-21},
note = {Republicado em: JurisTube --- Acervo Digital de Direito. URL: https://juristube.com.br/noticias-juridicas/cnj-entenda-como-o-pagamento-previo-do-itcmd-descomplica-a-partilha-de-bens}
}O Plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu que não é preciso pagar antecipadamente o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) para fazer uma escritura pública de inventário extrajudicial — procedimento realizado em cartório para dividir os bens de uma pessoa que morreu.
Ao alterar a Resolução CNJ n. 35/2007 , o CNJ entendeu que exigir o pagamento antecipado do imposto para realizar o inventário contrariava decisões já consolidadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Isso porque a exigência poderia funcionar como uma forma indireta de cobrança de tributo, o que contraria o devido processo legal e a proibição de sanções políticas na cobrança de impostos. A decisão foi tomada na 12ª Sessão Ordinária deste ano, realizada em 18/8.
Com a mudança, o inventário extrajudicial poderá ser feito mesmo que o ITCMD ainda não tenha sido pago. A nova regra, no entanto, mantém a obrigação de seguir as leis tributárias de cada estado e do Distrito Federal sobre o cálculo e o pagamento do imposto, além das regras para os casos de isenção, imunidade ou não incidência. Nessas situações, o tabelião deverá registrar na escritura que as partes estão cientes dessas regras. O cartório, porém, não será responsável pela cobrança do imposto.
Cobrança do imposto continua garantida aos estados e DF
A mudança promovida pelo CNJ não impede a cobrança do imposto nem afeta a arrecadação dos estados e do Distrito Federal. A taxa continua sendo devida, cabendo ao cartório registrar na escritura a informação quanto aos débitos fiscais e de comunicar o fato à autoridade fiscal competente.
Para o CNJ, o inventário constitui instrumento indispensável para a regularização patrimonial decorrente da sucessão causa mortis e para o exercício dos direitos de propriedade e herança. Por essa razão, sua formalização não pode ser condicionada ao pagamento prévio do tributo, devendo a cobrança do crédito ocorrer pelos instrumentos próprios da autoridade fiscal, inclusive os previstos na Lei de Execução Fiscal.
Além disso, o novo parágrafo 2º do artigo 15 da Resolução n. 35/2007 prevê expressamente que, não havendo recolhimento prévio do ITCMD, o tabelião deverá comunicar a lavratura da escritura ao Fisco no prazo de cinco dias ou no período estabelecido pela legislação tributária aplicável.
Desse modo, o ato normativo instituiu uma salvaguarda para garantir que o Fisco seja avisado sobre a transferência de bens decorrente de sucessão, permitindo a adoção de providências de fiscalização e cobrança.
A nova sistemática busca compatibilizar a observância da jurisprudência dos tribunais superiores, a celeridade na regularização patrimonial dos sucessores e a preservação dos instrumentos de arrecadação dos entes tributantes.
Texto: Ana Luíza Badu Edição: Waleiska Fernandes Agência CNJ de Notícias
Conteúdo coletado automaticamente do feed oficial e curado por filtros de relevância (decisão, acórdão, súmula, tese fixada etc.). Todos os direitos autorais permanecem com a fonte original; o JurisTube apresenta apenas o sumário e o link para a matéria completa.
Translate