Mudança cultural no Poder Judiciário consolida queda no consumo de papel e energia por tribunais
O consumo de papel pelos tribunais brasileiros reduziu 14% em 2025 quando comparado com o ano anterior, constituindo o menor dos últimos dez anos. Os dados s…
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BRASIL. Conselho Nacional de Justiça. Mudança cultural no Poder Judiciário consolida queda no consumo de papel e energia por tribunais. CNJ Notícias, Brasília, 18 ago. 2026. Disponível em: https://www.cnj.jus.br/mudanca-cultural-no-poder-judiciario-consolida-queda-no-consumo-de-papel-e-energia-por-tribunais/. Acesso em: 4 out. 2026. Republicado em: JurisTube — Acervo Digital de Direito. Disponível em: https://juristube.com.br/noticias-juridicas/cnj-mudanca-cultural-no-poder-judiciario-consolida-queda-no-consumo-de-papel-e-energ.
Conselho Nacional de Justiça. (2026, August 18). Mudança cultural no Poder Judiciário consolida queda no consumo de papel e energia por tribunais. *CNJ Notícias*. https://www.cnj.jus.br/mudanca-cultural-no-poder-judiciario-consolida-queda-no-consumo-de-papel-e-energia-por-tribunais/
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}O consumo de papel pelos tribunais brasileiros reduziu 14% em 2025 quando comparado com o ano anterior, constituindo o menor dos últimos dez anos. Os dados são resultado do 10º Balanço de Sustentabilidade do Poder Judiciário, divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) durante a 4ª edição do Judiciário Sustentável, realizada na sexta (14/8), em Brasília.
O estudo aponta que o ano de 2025 foi marcado por uma evolução positiva nos quesitos socioambientais em todo o Poder Judiciário. “Conseguimos consumir menos, inclusive, que nos anos de pandemia”, destacou a diretora-executiva do Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ) do CNJ, Gabriela Soares.
O indicador, que apresentava uma leve retomada desde 2022, voltou a cair em 2025. Na opinião da diretora-executiva do CNJ, o comportamento do indicador é proveniente de uma mudança cultural, com a adoção de processos digitalizados.
O consumo de resma por pessoa, que era de 7,8 em 2015, é hoje de 1,7. “E isso também se reflete de forma financeira: o gasto total com papel, de R$ 14,7 milhões, em 2015 era de R$ 59,4 milhões”, acrescentou.
Outro indicador socioambiental que apresentou melhora foi o consumo de energia elétrica, no qual se constatou redução de 52 kW/h por metro quadrado para 30 kW/h em dez anos, devido a iniciativas como a instalação de placas de energia solar pelos tribunais.
Reciclagem recorde
Para Gabriela Soares, outro parâmetro que demonstra a mudança positiva na cultura organizacional é a mensuração do volume de resíduos destinados para reciclagem, que mais do que dobrou, saindo de menos de três toneladas de resíduos destinados à reciclagem, em 2020, para quase sete toneladas no ano passado.
“Temos, em 2025, pico de resíduos destinados para reciclagem. Então, foi a maior de toda a série histórica também, o que mostra o engajamento. Foram, provavelmente, mais parcerias com as cooperativas e maior conscientização também na separação do lixo”, disse.
O relatório apontou ainda alguns avanços na participação das mulheres no Poder Judiciário. “Ela vem aumentando. E é um número bem positivo, especialmente com relação às servidoras que ocupam o cargo de chefia, que já passam a metade dos cargos (51,7%) e do quadro auxiliar (57,7%)”, acrescentou.
Índice de Desempenho
No balanço, foi apresentado ainda o resultado do Índice de Desempenho da Sustentabilidade (IDS), que é calculado por segmento da Justiça. Quanto mais próximo de 100%, melhor o resultado do índice.
Entre os tribunais superiores, o melhor resultado foi o do CNJ, com IDS igual a 65,57%. Na Justiça Estadual, o melhor desempenho foi o do TJAM (78,26%); na Justiça do Trabalho, do TRT-4 (77,71%); na Justiça Federal, do TRF-4 (64,84%); na Justiça Militar Estadual, do TJM-MG (67,61%); e, na Justiça Eleitoral, do TRE-RR (80,75%), o maior do Poder Judiciário.
Texto: Mariana Mainenti Edição: Beatriz Borges Revisão: Caroline Zanetti Agência CNJ de Notícias
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