Notícias Jurídicas
CNJConselho Nacional de Justiça·

Violência contra a mulher: Fonar e Rogéria têm acesso ampliado com versões offline

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) disponibilizou o preenchimento offline de duas ferramentas voltadas à proteção de vítimas de violência: o Formulário Nac…

Copie a referência deste notícia no estilo da sua escolha e cole no seu trabalho. Geramos a citação no padrão exigido pela maioria das revistas jurídicas brasileiras. Ver guia completo.

Ver prévia das três referências
ABNT
BRASIL. Conselho Nacional de Justiça. Violência contra a mulher: Fonar e Rogéria têm acesso ampliado com versões offline. CNJ Notícias, Brasília, 29 jul. 2026. Disponível em: https://www.cnj.jus.br/violencia-contra-a-mulher-fonar-e-rogeria-tem-acesso-ampliado-com-versoes-offline/. Acesso em: 12 set. 2026. Republicado em: JurisTube — Acervo Digital de Direito. Disponível em: https://juristube.com.br/noticias-juridicas/cnj-violencia-contra-a-mulher-fonar-e-rogeria-tem-acesso-ampliado-com-versoes-offlin.
APA
Conselho Nacional de Justiça. (2026, July 29). Violência contra a mulher: Fonar e Rogéria têm acesso ampliado com versões offline. *CNJ Notícias*. https://www.cnj.jus.br/violencia-contra-a-mulher-fonar-e-rogeria-tem-acesso-ampliado-com-versoes-offline/
Chicago
BibTeX
@misc{cnj-viol-ncia-contra-a-mulher-fonar-e-rog-ri-2026,
  author = {{Conselho Nacional de Justiça}},
  title = {Violência contra a mulher: Fonar e Rogéria têm acesso ampliado com versões offline},
  howpublished = {CNJ Notícias},
  year = {2026},
  url = {https://www.cnj.jus.br/violencia-contra-a-mulher-fonar-e-rogeria-tem-acesso-ampliado-com-versoes-offline/},
  urldate = {2026-07-29},
  note = {Republicado em: JurisTube --- Acervo Digital de Direito. URL: https://juristube.com.br/noticias-juridicas/cnj-violencia-contra-a-mulher-fonar-e-rogeria-tem-acesso-ampliado-com-versoes-offlin}
}

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) disponibilizou o preenchimento offline de duas ferramentas voltadas à proteção de vítimas de violência: o Formulário Nacional de Avaliação de Risco (Fonar), utilizado no atendimento a mulheres em situação de violência doméstica e familiar, e o Formulário de Registro de Ocorrência Geral de Emergência e Risco Iminente às Pessoas LGBTQIA+ (Formulário Rogéria).

Com a atualização, o preenchimento do Formulário Rogéria e da Parte I do Fonar — questionário composto por perguntas objetivas, preenchido por profissionais da rede de atendimento para identificar fatores de risco e avaliar a gravidade do caso — pode ser realizado também sem acesso à internet. Após o login, as etapas dos formulários destinadas aos profissionais ficam disponíveis em modo offline. As informações são armazenadas localmente no dispositivo eletrônico e sincronizadas automaticamente quando a conexão com a internet é restabelecida.

Segundo a juíza auxiliar da Presidência do CNJ, Suzana Massako, a medida amplia o alcance das ferramentas e fortalece as ações de proteção a mulheres e a pessoas LGBTQIA+. “Estamos eliminando uma barreira importante para o atendimento a vítimas de violência. Com a versão offline dos formulários, é possível garantir a continuidade do registro de informações essenciais mesmo em locais ou momentos sem acesso à internet, fortalecendo a efetividade das políticas de proteção”, destacou.

A iniciativa integra as ações dos programas Justiça Plural e Justiça 4.0, desenvolvidos pelo CNJ em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

Fonar

O Fonar identifica fatores que indicam o risco e a gravidade de a mulher sofrer qualquer forma de violência no âmbito das relações domésticas e familiares, conforme a Lei Maria da Penha. Essas informações podem orientar a atuação do Poder Público — como o Judiciário, o Ministério Público, as defensorias, os órgãos de segurança pública, além de outras instituições da rede de atendimento às mulheres em situação de violência doméstica e familiar.

A ferramenta é resultado de um acordo de cooperação entre o CNJ, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e os ministérios da Justiça e Segurança Pública e das Mulheres, com o apoio do Pnud, por meio dos programas Justiça 4.0 e Justiça Plural .

Em agosto de 2025, o Fonar foi disponibilizado na Plataforma Digital do Poder Judiciário (PDPJ-Br), com atualizações de campos de resposta para aprimorar a avaliação de risco, a partir da publicação da Portaria Conjunta CNJ e CNMP 6/2025 . Em fevereiro de 2026, o Fonar digital foi ampliado e passou a contar com a Parte II, de preenchimento exclusivo por profissionais da rede, além da adaptação para dispositivos móveis e possibilidade de download e impressão.

Formulário Rogéria

Instituído pela Resolução CNJ 582/2024 , o Formulário Rogéria conta com aprimoramento técnico pelo Fórum Nacional de Promoção dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+. Desde 2025, o documento também está disponível em versão eletrônica ( Portaria CNJ n. 288/2025 ), desenvolvida no âmbito dos Programas Justiça 4.0 e Justiça Plural. Como no caso do Fonar, o acesso é pela Plataforma Digital do Poder Judiciário (PDPJ-Br) .

O instrumento pode ser aplicado por qualquer profissional que preste atendimento a pessoas LGBTQIA+ em situação de violência, especialmente no momento imediato da ocorrência. Entre os profissionais aptos a utilizar o formulário estão integrantes das Polícias Militar, Civil, Penal, Rodoviária e Federal, além de profissionais da assistência social, da saúde, do Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria Pública. Também podem aplicá-lo equipes de Centros de Referência ou Casas de Cidadania LGBTQIA+, casas abrigo ou de passagem e Centros de Referência Especializados para a População em Situação de Rua (Centros Pop).

Programa Justiça 4.0

Iniciado em 2020, o Programa Justiça 4.0 é fruto de um acordo de cooperação entre o CNJ e o Pnud, com apoio do Conselho da Justiça Federal (CJF), do Superior Tribunal de Justiça (STJ), do Tribunal Superior do Trabalho (TST), do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Seu objetivo é desenvolver e aprimorar soluções tecnológicas para tornar os serviços oferecidos pela Justiça brasileira mais eficientes, eficazes e acessíveis à população, além de otimizar a gestão processual para magistrados, servidores, advogados e outros atores do sistema de justiça.

Programa Justiça Plural

O Programa Justiça Plural teve início em 2024, fruto de uma parceria entre o CNJ e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Sob a coordenação da Secretaria-Geral do CNJ, a iniciativa busca desenvolver estratégias voltadas ao amplo acesso à Justiça de populações vulnerabilizadas, a partir de uma abordagem transversal e consciente das barreiras estruturais que afetam esses grupos.

Texto: Amanda Damasceno Edição: Ana Terra Agência CNJ de Notícias

Leia a matéria completa na fonte oficial: Conselho Nacional de Justiça
Compartilhar

Conteúdo coletado automaticamente do feed oficial e curado por filtros de relevância (decisão, acórdão, súmula, tese fixada etc.). Todos os direitos autorais permanecem com a fonte original; o JurisTube apresenta apenas o sumário e o link para a matéria completa.

Boletim do JurisTube
Blog, vídeos, decisões e normas — direto no seu e-mail

Mandamos para você os posts mais recentes do blog, os novos vídeos do acervo, as principais decisões dos tribunais superiores e as normas novas publicadas no DOU. Curadoria automática, leitura de 5 minutos.

Confirmação por e-mail (double opt-in). Descadastro com 1 clique a qualquer momento. Nenhum dado é compartilhado com terceiros.