Marco legal da IA deve proteger jornalismo e direitos autorais, aponta debate
Para especialistas e representantes do governo, a regulamentação da inteligência artificial (IA) deve proteger o jornalismo e os direitos autorais, mas sem i…
Citação acadêmica
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BRASIL. Congresso Nacional. Senado Federal. Marco legal da IA deve proteger jornalismo e direitos autorais, aponta debate. Agência Senado, Brasília, 3 ago. 2026. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/08/03/marco-legal-da-ia-deve-proteger-jornalismo-e-direitos-autorais-aponta-debate. Acesso em: 4 ago. 2026. Republicado em: JurisTube — Acervo Digital de Direito. Disponível em: https://juristube.com.br/noticias-juridicas/senado-marco-legal-da-ia-deve-proteger-jornalismo-e-direitos-autorais-aponta-debate.
Congresso Nacional. Senado Federal. (2026, August 3). Marco legal da IA deve proteger jornalismo e direitos autorais, aponta debate. *Agência Senado*. https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/08/03/marco-legal-da-ia-deve-proteger-jornalismo-e-direitos-autorais-aponta-debate
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}Para especialistas e representantes do governo, a regulamentação da inteligência artificial (IA) deve proteger o jornalismo e os direitos autorais, mas sem impedir as inovações tecnológicas do setor. Eles participaram do debate promovido nesta segunda (3) pelo Conselho de Comunicação Social do Congresso. O objetivo foi discutir o PL 2.338/2023, projeto que cria um marco legal para a IA no país. A proposta é de autoria do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG). O texto já foi aprovado no Senado e atualmente está em revisão na Câmara dos Deputados. Na abertura do debate, a presidente do conselho, Patrícia Blanco, destacou que o colegiado aguarda o relatório a ser apresentado pela comissão especial da Câmara que analisa o projeto. — O que pretendemos é olhar para o lado pelo qual o conselho é responsável, que trata da comunicação social, da cultura, da questão de direitos autorais e do impacto sobre o jornalismo profissional — declarou ela. Transparência Cofundador e diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro, Sérgio Branco ressaltou que a regulamentação precisa buscar o equilíbrio entre a inovação e a proteção de direitos. Segundo ele, a transparência sobre as bases de dados usadas no "treinamento" dos sistemas de inteligência artificial é essencial para fortalecer a confiança nessas tecnologias. — A transparência tem de ser vista como instrumento de governança da comunicação, e não apenas como direito dos titulares — argumentou. Branco também frisou que é necessário preservar a competitividade brasileira e evitar que exigências regulatórias desestimulem o desenvolvimento de modelos de IA no país. Mediação do conhecimento Já Silvana Bahia, pesquisadora associada do grupo de arte e inteligência artificial da Universidade de São Paulo (USP), afirmou que o debate precisa ir além dos aspectos técnicos. De acordo com ela, a IA passou a desempenhar um papel de mediação do conhecimento que antes era exercido principalmente pelo jornalismo, pela educação e pela pesquisa. — Hoje a gente precisa discutir também quem controla as respostas, porque quem controla as respostas também passa a disputar a construção da realidade — advertiu a pesquisadora. Para Silvana, a educação midiática deve ocupar um lugar central na implementação do novo marco legal. Direitos autorais Representante do governo federal, Marcos Alves de Souza disse que a ausência de regulamentação amplia a insegurança jurídica e favorece disputas judiciais sobre o uso de conteúdos protegidos por direitos autorais. Ele é secretário de direitos autorais e intelectuais do Ministério da Cultura. — O impacto do projeto de lei na comunicação social vai ocorrer se ele não for aprovado. Aí a gente tem um impacto muito grande — alertou. Assim como ele, Marina Pita cobrou rapidez para a aprovação da proposta. Ela é secretária-adjunta da Secretaria de Políticas Digitais da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. — E o jornalismo, que já vem sofrendo há muitos anos, precisa de celeridade na aprovação de um projeto que estimule a rápida organização do mercado — reiterou ela. Diferenciação Especialista em regulação e governança do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), Luca Schirru defendeu um modelo que concilie remuneração para os criadores de conteúdo (como é o caso dos jornalistas) com estímulos à pesquisa e à inovação. O Ibict é vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Na avaliação de Schirru, a legislação deve diferenciar atividades de pesquisa e jornalismo do treinamento comercial de sistemas de inteligência artificial — com a preservação do desenvolvimento científico e tecnológico.
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