Senado aprova uso de emendas da saúde para atendimento feito por bombeiros
Com 65 votos favoráveis e 2 contrários, o Plenário aprovou nesta quarta-feira (15) o projeto de lei complementar que permite a destinação voluntária de emend…
Citação acadêmica
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BRASIL. Congresso Nacional. Senado Federal. Senado aprova uso de emendas da saúde para atendimento feito por bombeiros. Agência Senado, Brasília, 15 jul. 2026. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/07/15/senado-aprova-uso-de-emendas-da-saude-para-atendimento-feito-por-bombeiros. Acesso em: 30 ago. 2026. Republicado em: JurisTube — Acervo Digital de Direito. Disponível em: https://juristube.com.br/noticias-juridicas/senado-senado-aprova-uso-de-emendas-da-saude-para-atendimento-feito-por-bombeiros.
Congresso Nacional. Senado Federal. (2026, July 15). Senado aprova uso de emendas da saúde para atendimento feito por bombeiros. *Agência Senado*. https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/07/15/senado-aprova-uso-de-emendas-da-saude-para-atendimento-feito-por-bombeiros
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}Com 65 votos favoráveis e 2 contrários, o Plenário aprovou nesta quarta-feira (15) o projeto de lei complementar que permite a destinação voluntária de emendas parlamentares voltadas à saúde para atendimentos pré-hospitalares feitos por bombeiros. O PLP 18/2021 segue agora para sanção presidencial. Durante a discussão do projeto, os defensores da proposta apontaram que parte importante do atendimento de primeiros socorros no Brasil é realizada pelos bombeiros. Mesmo reconhecendo a importância desse trabalho, senadores da base do governo manifestaram o temor de que a saúde perca recursos, com o remanejamento das emendas. O projeto veda o uso dessas emendas para remuneração de pessoal ativo e inativo dos corpos de bombeiros militares dos estados e do Distrito Federal, assim como qualquer custeio e investimento que não seja relativo ao atendimento pré-hospitalar. A proposta, do deputado Guilherme Derrite (PP-SP), contou com o parecer favorável do senador Nelsinho Trad (PSD-MS), que rejeitou todas as emendas apresentadas ao texto em Plenário. Nelsinho destacou que o projeto não gera despesas, e sim reforça o custeio do serviço de atendimento pré-hospitalar feito por corpos de bombeiros militares dos Estados e do Distrito Federal. Segundo ele, não altera o equilíbrio das finanças públicas, dispensando apresentação de estimativa de impacto econômico e financeiro. — Concordamos com o entendimento adotado pela Comissão de Assuntos Sociais, ao reconhecer a relevância dos serviços prestados pelos corpos de bombeiros militares, cuja atuação contribui de forma expressiva para a preservação de vidas e a redução de sequelas decorrentes de agravos à saúde – avaliou. Discussão Diversos senadores defenderam o projeto durante a discussão em Plenário, entre eles Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), Cleitinho (Republicanos-MG), Damares Alves (Republicanos-DF), Dr. Hiran (PP-RR), Dra. Eudócia (PSDB-AL), Izalci Lucas (PL-DF) e Vanderlan Cardoso (PSD-GO). Esperidião Amin (PP-SC) apoiou a proposta, mas defendeu a aprovação de emenda de sua autoria, que incluía os corpos de bombeiros voluntários entre os beneficiários do projeto. A emenda foi rejeitada em Plenário. Também foi rejeitada emenda da líder do governo, senadora Teresa Leitão (PT-PE), fixando os percentuais a serem repassados pelas emendas de comissão. “Desmonte da saúde” O senador Rogério Carvalho (PT-SE) criticou o projeto e disse que a proposta “inicia um processo de desmonte da saúde pública brasileira”. Segundo ele, tecnicamente o atendimento dos bombeiros em emergências não caracteriza atendimento de saúde, e sim atendimento a vítimas. — [O projeto] vai destruir uma das políticas públicas mais eficazes da saúde pública brasileira – advertiu. O senador Humberto Costa (PT-PE) destacou a importância do projeto, mas disse que o financiamento tem que ser feito “de maneira adequada, previsível e estável”, para que não reduza os recursos da saúde. — A discussão não é a relevância dos bombeiros, mas de que maneira vamos financiar atendimento pré-hospitalar sem retirar recursos da saúde. Defendemos que o financiamento seja feito de outra forma, porque a saúde já sofreu demais para ter seus recursos garantidos – afirmou. Respondendo a essas objeções, Nelsinho Trad disse que “o projeto é mais singelo que a complexidade das discussões”. — O projeto faculta, autoriza o parlamentar que quiser pôr emenda para que o possa fazer. Não tem nada imperativo, obrigando, radicalizando. É só não colocar - afirmou o relator.
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