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Entrevista: a engenharia que protege o sistema da urna eletrônica contra fraudes

A segurança e a inviolabilidade das urnas eletrônicas são pilares básic o s d a votação brasileir a . M ecanismos técnicos impedem qualquer interferência hum…

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ABNT
BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. Entrevista: a engenharia que protege o sistema da urna eletrônica contra fraudes. TSE Notícias, Brasília, 5 ago. 2026. Disponível em: https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2026/Agosto/entrevista-a-engenharia-que-protege-o-sistema-da-urna-eletronica-contra-fraudes. Acesso em: 5 ago. 2026. Republicado em: JurisTube — Acervo Digital de Direito. Disponível em: https://juristube.com.br/noticias-juridicas/tse-entrevista-a-engenharia-que-protege-o-sistema-da-urna-eletronica-contra-fraudes.
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Tribunal Superior Eleitoral. (2026, August 5). Entrevista: a engenharia que protege o sistema da urna eletrônica contra fraudes. *TSE Notícias*. https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2026/Agosto/entrevista-a-engenharia-que-protege-o-sistema-da-urna-eletronica-contra-fraudes
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A segurança e a inviolabilidade das urnas eletrônicas são pilares básic o s d a votação brasileir a . M ecanismos técnicos impedem qualquer interferência humana ou digital nos resultado s , e uma cerimônia de assinatura digital e lacração, realizada entre agosto e setembro , com a participação ativa de entidades fiscalizadoras externas , assegura a proteção dos sistemas eleitorais .

Em entrevista ao P ortal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o secretário de Tecnologia da Informação (STI) da Corte , Júlio Valente, explica as ferramentas de blindagem dos sistemas e responde às principais dúvidas sobre a higidez do pleito de 2026.

Valente enfatiza que, após a cerimônia, ato formal conduzido junto à P residência da Corte, o s sistemas eleitorais torna m -se imutáve is e imune s a adulterações, anulando qualquer possibilidade de interferência posterior , seja por agentes externos ou pela própria estrutura técnica da Justiça Eleitoral.

Além da imutabilidade do software da urna eletrônica , o secretário detalha as auditorias realizadas na ponta por juízes e fiscais partidários, bem como o rigoroso Teste de Integridade. Realizado desde 2002 em ambiente público por meio do sorteio e simulação de votação em centenas de equipamentos reais, a testagem serve como contraprova definitiva da eficiência das urnas.

A seguir, veja os principais trechos da entrevista:

De que forma a cerimônia de lacração blinda o sistema contra alterações?

As instituições vêm, fiscalizam o processo eleitoral e , depois , no final, entre agosto e setembro, participam da cerimônia de lacração e assinatura digital dos sistemas. Nesse momento, os sistemas estão encerrados, são finalizados, nada mais pode mudar. As instituições que fiscalizam o desenvolvimento são convidadas a assinar digitalmente os sistemas junto com o presidente do TSE. Depois dessa assinatura, mesmo que a J ustiça E leitoral deseje, mesmo que o TSE queira, não é mais possível mexer nos sistemas. Isso é importante, porque muita gente diz que o TSE, depois da assinatura, pode mexer nos sistemas e pode, eventualmente, deturpar os sistemas de um jeito ou de outro , mas i sso não é possível.

Dessa forma, após a lacração nenhuma alteração do TSE ou externa é possível?

Após esse processo, não é possível nenhuma modificação, nem interna, nem externa , a não ser que todos sejam chamados novamente para uma nova cerimônia de assinatura digital e lacração.

Como funciona a verificação na ponta, com juízes eleitorais ou um fiscal de partido, por exemplo?

O processo eleitoral tem etapas bem compartimentalizadas. Num primeiro momento, a gente garante que existe a fiscalização para que o s sistema s faça m o que precisa m fazer. Após a lacração, o que a gente precisa garantir é que os sistemas que estão instalados são os que foram lacrados. Na etapa de geração de mídias e preparação de urnas eletrônicas, há uma auditoria que garante aos partidos políticos e demais entidades fiscalizadoras verificar se os sistemas que estão instalados nos computadores e nas urnas eletrônicas são aqueles que foram lacrados. Também e xiste uma verificação no dia da eleição : o juiz eleitoral verifica, lá na seção eleitoral, antes de iniciar a votação, se o software que está naquela urna eletrônica é o mesmo que foi lacrado. Ou seja, a partir da lacração, todos os processos verificam a integridade do software em relação ao que foi lacrado. Existe ainda uma verificação nos equipamentos que fazem a transmissão dos boletins de urna. E, a l é m disso, é feita uma verificação na véspera da eleição, no TSE, dos sistemas que ficam instalados no Tribunal .

Como funciona a auditoria de funcionamento das urnas?

A urna eletrônica é um equipamento que não possui nenhum tipo de conexão com nenhuma rede de dados. Nem w i- f i , nem b luetooth , nem cabo de rede. A única coisa que conecta a urna eletrônica ao mundo exterior é a energia elétrica. Na véspera da eleição, quando todas as urnas já estão distribuídas nas respectivas seções eleitorais, a gente sorteia centenas de urnas eletrônicas, em um evento público transmitido pelo YouTube. Depois, comissões com representantes de partidos e da J ustiça E leitoral, entre outros, vão coletar essas urnas onde elas estiverem. Após serem recolhidas, são levadas para um laboratório. Esse laboratório pode ser montado em ginásio ou no próprio TRE [Tribunal Regional Eleitoral] , por exemplo . No dia seguinte, quando todas as urnas do país, às 8h , começam a receber votos de eleitoras e eleitores reais, aquelas urnas eletrônicas que foram para o laboratório começam a receber votos simulados. Uma empresa de auditoria acompanha o processo e a gente sabe exatamente quais são os votos que estão sendo incluídos. Após o encerramento do pleito, quando todas as outras urnas do país estão calculando os seus resultados, as urnas do laboratório também são encerradas e calculam os respectivos resultados, mas com uma diferença: nas urnas do laboratório, a gente sabe exatamente quais votos foram colocados. Com isso, é possível aferir, por meio desse teste, que as urnas eletrônicas dão exatamente o total de votos inseridos para cada um dos candidatos durante o dia. Esse teste pode ser acompanhado por qualquer pessoa.

Desde quando esses testes são realizados e qual a eficácia?

Esses testes em laboratório são realizados desde 2002, em todos os estados do país, no 1º e no 2º turno. Nunca foi registrado nenhum resultado diferente daquilo que foi inserido na urna eletrônica. Ou seja, há mais de 20 anos, esse teste confirma a higidez do processo eleitoral informatizado brasileiro.

OA/ LC / F P

Leia mais:

30.07.2026 - Entrevista: urna eletrônica assegura a soberania do voto popular nas eleições brasileiras

Leia a matéria completa na fonte oficial: Tribunal Superior Eleitoral
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