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TSE verifica integridade dos sistemas eleitorais na véspera do 1º turno

Na véspera do 1º turno das Eleições Gerais de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizou, neste sábado (3), a verificação da integridade e da autenti…

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BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. TSE verifica integridade dos sistemas eleitorais na véspera do 1º turno. TSE Notícias, Brasília, 3 out. 2026. Disponível em: https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2026/Outubro/tse-verifica-integridade-dos-sistemas-eleitorais-na-vespera-do-1o-turno. Acesso em: 3 out. 2026. Republicado em: JurisTube — Acervo Digital de Direito. Disponível em: https://juristube.com.br/noticias-juridicas/tse-tse-verifica-integridade-dos-sistemas-eleitorais-na-vespera-do-1o-turno.
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Na véspera do 1º turno das Eleições Gerais de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizou, neste sábado (3), a verificação da integridade e da autenticidade dos sistemas responsáveis pela transmissão, pelo recebimento e pela totalização dos resultados. O procedimento confirmou que os programas instalados no Tribunal são os mesmos que foram inspecionados pelas entidades fiscalizadoras, assinados digitalmente e lacrados.

Durante a cerimônia pública, que contou com a presença do ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal, foram verificados quatro sistemas: Transportador Web, Receptor de Arquivos de Urna ( RecArquivos ), Informação de Arquivos de Urna ( InfoArquivos ) e Sistema de Gerenciamento da Totalização ( Sistot ). Após a conferência, também foi emitida a zerésima do banco de dados de totalização para os cargos de presidente e vice-presidente da República.

Segundo o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, a verificação dá continuidade ao processo de fiscalização desenvolvido ao longo do ciclo eleitoral.

“ Esses testes asseguram que os sistemas que estão instalados no TSE são os sistemas que foram assinados digitalmente na Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas. Portanto, são os sistemas que foram efetivamente inspecionados durante todo o ano”, explicou Júlio Valente.

Os sistemas das Eleições 2026 foram assinados digitalmente e lacrados em 4 de setembro, quando foi concluído o desenvolvimento dos programas que serão utilizados no pleito. Na ocasião, os sistemas foram assinados por representantes do TSE, da Ordem dos Advogados do Brasil do DF (OAB/DF), do Ministério Público Federal e do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea).

A conferência utiliza as assinaturas digitais e os resumos digitais, também chamados de hashes , que funcionam como identificadores únicos dos arquivos. Qualquer alteração, mesmo mínima, faz com que o resumo digital seja diferente.

“ O hash , ou resumo digital, identifica univocamente cada sistema, cada arquivo, de forma que, se alguma parte do arquivo, ainda que mínima, for alterada, o resumo digital não coincide mais”, explicou Júlio Valente.

Na parte técnica da cerimônia, os quatro sistemas foram inicializados e tiveram as assinaturas e os resumos digitais conferidos. As verificações foram concluídas com sucesso.

Os sistemas atuam em diferentes etapas do fluxo dos resultados, desde a transmissão e o recebimento dos arquivos produzidos pelas urnas até o acompanhamento da totalização. O Sistot foi utilizado, após a verificação, para emitir a zerésima dos cargos de presidente e vice-presidente.

A zerésima emitida neste sábado refere-se ao banco de dados da totalização da eleição presidencial e demonstra que não há votos registrados previamente.

“ O que nós fizemos aqui foi imprimir a zerésima do banco de dados de totalização, garantindo que não há votos para os cargos de presidente e vice-presidente da República”, afirmou Valente.

O secretário explicou ainda que os tribunais regionais eleitorais realizam procedimento semelhante para os cargos estaduais. No domingo, antes do início da votação, cada urna eletrônica também imprimirá a própria zerésima.

“ Assim, a gente garante que não há votos prévios para presidente da República, não há votos prévios para cargos estaduais e não há votos prévios nas urnas eletrônicas”, destacou o secretário de Tecnologia da Informação do TSE .

A cerimônia também antecede uma novidade das Eleições 2026. Neste domingo, duas urnas eletrônicas do Distrito Federal serão submetidas ao Teste de Integridade nas dependências do TSE, em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF).

Realizado pela Justiça Eleitoral desde 2002, o teste consiste em uma votação simulada, na qual os votos previamente registrados são posteriormente comparados com o resultado produzido pela urna.

“ Como a urna não sabe se está sendo utilizada em um teste ou se está sendo utilizada de fato com eleitores, a gente recolhe algumas dessas urnas e testa durante todo o dia. Ao final do dia, a gente confere que os votos nela inseridos são exatamente os mesmos”, disse Júlio Valente.

Segundo o secretário, a novidade deste ano é a realização de parte da auditoria no próprio TSE. “Duas das urnas eletrônicas que iriam fazer os testes no âmbito do T RE-DF foram trazidas para o ambiente do Tribunal Superior Eleitoral, onde serão testadas durante todo o dia” , concluiu.

AN/GO/DB

Leia a matéria completa na fonte oficial: Tribunal Superior Eleitoral
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