Comissão aprova ampliação de acesso gratuito a implantes contraceptivos
Projeto de lei segue em análise na Câmara dos Deputados
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BRASIL. Congresso Nacional. Câmara dos Deputados. Comissão aprova ampliação de acesso gratuito a implantes contraceptivos. Agência Câmara, Brasília, 30 jun. 2026. Disponível em: https://www.camara.leg.br/noticias/1285836-comissao-aprova-ampliacao-de-acesso-gratuito-a-implantes-contraceptivos/. Acesso em: 12 jul. 2026. Republicado em: JurisTube — Acervo Digital de Direito. Disponível em: https://juristube.com.br/noticias-juridicas/camara-comissao-aprova-ampliacao-de-acesso-gratuito-a-implantes-contraceptivos.
Congresso Nacional. Câmara dos Deputados. (2026, June 30). Comissão aprova ampliação de acesso gratuito a implantes contraceptivos. *Agência Câmara*. https://www.camara.leg.br/noticias/1285836-comissao-aprova-ampliacao-de-acesso-gratuito-a-implantes-contraceptivos/
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}Projeto de lei segue em análise na Câmara dos Deputados
30/06/2026 - 18:39
Bruno Spada/Câmara dos Deputados Flávia Morais: maternidade deve ser uma escolha e não uma imposição do destino A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou projeto que garante em lei o direito de mulheres em idade reprodutiva atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ao acesso gratuito a implantes contraceptivos de longa duração. O atendimento deverá incluir orientação sobre os métodos contraceptivos disponíveis na rede pública, cabendo à paciente escolher livremente o método que deseja utilizar. O texto aprovado é um substitutivo da relatora, deputada Flávia Morais (MDB-GO), ao Projeto de Lei 1328/22 , do deputado José Nelto (União-GO), e outra proposta apensada. O projeto original previa a oferta gratuita dos implantes apenas para mulheres em situação de vulnerabilidade. Já o substitutivo amplia o acesso para todas as mulheres em idade reprodutiva atendidas pela rede pública de saúde e estabelece prioridade para aquelas em situação de vulnerabilidade. A relatora afirma que os implantes contraceptivos têm eficácia superior a 99% e, por dispensarem o uso diário, reduzem o risco de falhas no método. "A aprovação deste projeto é um passo decisivo para a construção de uma sociedade mais justa, em que a maternidade seja uma escolha e não uma imposição do destino", afirma. Ela também ressalta que a proposta segue recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e fortalece o direito ao planejamento familiar previsto na Constituição Federal e na Lei 9.263/96 . Como é hoje Até meados de 2025, o único método contraceptivo reversível de longa duração disponível no SUS era o DIU de cobre. Em julho daquele ano, o Ministério da Saúde incorporou o implante subdérmico de etonogestrel à rede pública. A implementação da medida ocorre de forma gradual, com treinamento de profissionais e distribuição dos dispositivos aos estados e municípios. Atualmente, o SUS oferece gratuitamente: preservativo externo (masculino); preservativo interno (feminino); DIU de cobre; implante contraceptivo subdérmico de etonogestrel (Implanon); pílulas anticoncepcionais (combinada e só de progestagênio); anticoncepcionais injetáveis (mensal e trimestral); contracepção de emergência (pílula do dia seguinte); laqueadura tubária; vasectomia. Próximos passos A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Saúde; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o projeto precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou projeto que garante em lei o direito de mulheres em idade reprodutiva atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ao acesso gratuito a implantes contraceptivos de longa duração.
O atendimento deverá incluir orientação sobre os métodos contraceptivos disponíveis na rede pública, cabendo à paciente escolher livremente o método que deseja utilizar.
O texto aprovado é um substitutivo da relatora, deputada Flávia Morais (MDB-GO), ao Projeto de Lei 1328/22 , do deputado José Nelto (União-GO), e outra proposta apensada.
O projeto original previa a oferta gratuita dos implantes apenas para mulheres em situação de vulnerabilidade. Já o substitutivo amplia o acesso para todas as mulheres em idade reprodutiva atendidas pela rede pública de saúde e estabelece prioridade para aquelas em situação de vulnerabilidade.
A relatora afirma que os implantes contraceptivos têm eficácia superior a 99% e, por dispensarem o uso diário, reduzem o risco de falhas no método. "A aprovação deste projeto é um passo decisivo para a construção de uma sociedade mais justa, em que a maternidade seja uma escolha e não uma imposição do destino", afirma.
Ela também ressalta que a proposta segue recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e fortalece o direito ao planejamento familiar previsto na Constituição Federal e na Lei 9.263/96 .
Como é hoje Até meados de 2025, o único método contraceptivo reversível de longa duração disponível no SUS era o DIU de cobre. Em julho daquele ano, o Ministério da Saúde incorporou o implante subdérmico de etonogestrel à rede pública. A implementação da medida ocorre de forma gradual, com treinamento de profissionais e distribuição dos dispositivos aos estados e municípios.
Atualmente, o SUS oferece gratuitamente:
Próximos passos A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Saúde; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o projeto precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.
Reportagem – Emanuelle Brasil Edição – Roberto Seabra
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