Notícias Jurídicas
CNMPConselho Nacional do Ministério Público·

CNMP lança Estratégia Nacional para fortalecer enfrentamento da violência política de gênero e raça

Iniciativa aposta em articulação institucional, capacitação, atuação coordenada e ações integradas de prevenção, proteção às vítimas e responsabilização

Copie a referência deste notícia no estilo da sua escolha e cole no seu trabalho. Geramos a citação no padrão exigido pela maioria das revistas jurídicas brasileiras.

Ver prévia das três referências
ABNT
CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO. CNMP lança Estratégia Nacional para fortalecer enfrentamento da violência política de gênero e raça. JurisTube — Notícias Jurídicas, Salvador, 4 jul. 2026. Disponível em: https://www.cnmp.mp.br/portal/todas-as-noticias/19604-cnmp-lanca-estrategia-nacional-para-fortalecer-enfrentamento-da-violencia-politica-de-genero-e-raca. Acesso em: 7 jul. 2026. Republicado em: JurisTube — Acervo Digital de Direito. Disponível em: https://juristube.com.br/noticias-juridicas/cnmp-cnmp-lanca-estrategia-nacional-para-fortalecer-enfrentamento-da-violencia-politi.
APA
Conselho Nacional do Ministério Público. (2026, July 4). CNMP lança Estratégia Nacional para fortalecer enfrentamento da violência política de gênero e raça. *JurisTube — Notícias Jurídicas*. https://www.cnmp.mp.br/portal/todas-as-noticias/19604-cnmp-lanca-estrategia-nacional-para-fortalecer-enfrentamento-da-violencia-politica-de-genero-e-raca
BibTeX
@misc{cnmp-cnmp-lan-a-estrat-gia-nacional-para-fort-2026,
  author = {{Conselho Nacional do Ministério Público}},
  title = {CNMP lança Estratégia Nacional para fortalecer enfrentamento da violência política de gênero e raça},
  howpublished = {JurisTube — Notícias Jurídicas},
  year = {2026},
  url = {https://www.cnmp.mp.br/portal/todas-as-noticias/19604-cnmp-lanca-estrategia-nacional-para-fortalecer-enfrentamento-da-violencia-politica-de-genero-e-raca},
  urldate = {2026-07-04},
  note = {Republicado em: JurisTube --- Acervo Digital de Direito. URL: https://juristube.com.br/noticias-juridicas/cnmp-cnmp-lanca-estrategia-nacional-para-fortalecer-enfrentamento-da-violencia-politi}
}

Iniciativa aposta em articulação institucional, capacitação, atuação coordenada e ações integradas de prevenção, proteção às vítimas e responsabilização

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) lançou, nesta sexta-feira, 3 de julho, a Estratégia Nacional de Enfrentamento à Violência Política de Gênero e Raça, durante evento realizado no Plenário da instituição, em Brasília, com transmissão pelo canal institucional no YouTube .  A iniciativa reuniu representantes do Ministério Público, do sistema de Justiça, do Governo Federal e da sociedade civil, que defenderam uma atuação rápida, integrada e capaz de impedir que a violência continue afastando mulheres dos espaços de decisão política.

A Estratégia Nacional tem como objetivo fortalecer a atuação integrada do Ministério Público brasileiro na prevenção e no enfrentamento da violência política de gênero e de raça, especialmente durante o processo eleitoral. Para isso, busca promover a articulação entre os núcleos especializados em gênero e raça, os coordenadores e promotores eleitorais e os demais órgãos do Ministério Público, com foco na capacitação, na integração institucional, no apoio técnico e na ampliação da proteção às vítimas.

A iniciativa foi instituída pela atuação conjunta da Comissão de Defesa dos Direitos Fundamentais (CDDF), da Unidade Nacional de Capacitação do Ministério Público (UNCMP) e da Ouvidoria Nacional do Ministério Público. Além disso, a Estratégia integra as ações previstas no Acordo de Cooperação Técnica de Enfrentamento à Violência Política contra as Mulheres, firmado em outubro de 2025 pelo CNMP, Ministério das Mulheres, Procuradoria-Geral Eleitoral, Conselho Nacional de Justiça, Ministério da Justiça e Segurança Pública e Defensoria Pública da União.

O acordo também deu origem ao Protocolo de Enfrentamento à Violência Política contra as Mulheres e ao Guia de Direitos diante da Violência Política contra as Mulheres .

Durante o lançamento da estratégia, prevaleceu, nas falas das autoridades presentes, a defesa de que o combate à violência política exige mais do que conscientização: demanda coordenação institucional, resposta rápida, responsabilização dos autores e fortalecimento da democracia por meio da ampliação da participação feminina, especialmente de mulheres negras, índigenas e de povos tradicionais, nos espaços de poder.

A presidente da CDDF, conselheira Fabiana Costa Oliveira Barreto, afirmou que a estratégia resulta de um amplo processo de construção coletiva envolvendo o Ministério Público, o Poder Judiciário, o Executivo, a sociedade civil e os observatórios da violência política. Segundo ela, o objetivo é transformar o diálogo institucional em ações concretas. "Não se trata apenas de um letramento. É também uma ação concreta, rápida e eficiente. Nós estamos tratando de uma violência que tem impedido a devida representação e a devida composição do nosso Estado Democrático de Direito", afirmou.

A presidente da UNCMP, conselheira Karen Luise Vilanova Batista de Souza, destacou que a Estratégia complementa a Recomendação nº 125/2026 , aprovada pelo CNMP, ao criar instrumentos para transformar diretrizes em medidas efetivas de atuação. "Enquanto a Recomendação estabelece diretrizes, a Estratégia cria mecanismos concretos de articulação e implementação dessas diretrizes."

Karen lembrou que a violência política de gênero e raça constitui uma das principais barreiras à participação feminina na política brasileira. Ao apresentar dados sobre a sub-representação das mulheres nos espaços de poder, afirmou que esse cenário não é fruto do acaso, mas consequência de obstáculos estruturais. Segundo a conselheira, a violência política atinge de maneira ainda mais intensa mulheres negras, indígenas, quilombolas e integrantes de outros grupos historicamente vulnerabilizados, frequentemente alvo de ataques racistas, sexistas, campanhas de desinformação e discursos de ódio destinados a afastá-las da vida pública.

O ouvidor nacional do Ministério Público, Gustavo Sabóia, reafirmou o compromisso da Ouvidoria Nacional com a implementação da Estratégia. Ele destacou iniciativas já desenvolvidas pelo órgão, como a criação da Ouvidoria da Mulher, a capacitação de atendentes do Disque 180 e a elaboração de uma cartilha sobre desinformação eleitoral na era da inteligência artificial."Enfrentar essa forma de violência é também defender a integridade do processo democrático, a pluralidade do espaço público e o direito de todas as pessoas de participarem da vida política sem medo, intimidação, discriminação ou silenciamento."

O promotor de Justiça do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul e coordenador do Grupo Nacional de Coordenadores Eleitorais (GNACE), Moisés Casarotto, destacou o protagonismo do Ministério Público na construção de propostas legislativas voltadas à ampliação da participação feminina na política, como a defesa de cotas e da distribuição equitativa de recursos eleitorais. Também reafirmou o compromisso dos promotores eleitorais de todo o país com a implementação da Estratégia.

Para a procuradora regional da República e diretora-geral da Escola Superior do Ministério Público da União, Raquel Branquinho, o déficit de participação feminina nos espaços de poder compromete a própria democracia brasileira. Segundo ela, a ausência de mulheres, especialmente negras, periféricas e indígenas, decorre também da resistência dos partidos políticos em implementar políticas afirmativas e da falta de políticas públicas adequadas para o enfrentamento da violência política de gênero

Raquel avaliou ainda que a Recomendação nº 125/2026 representa um importante instrumento para orientar a atuação dos membros do Ministério Público, das instituições ministeriais e das corregedorias na prevenção e repressão à violência política.

O ato recomenda o fortalecimento dos fluxos institucionais de atendimento às vítimas, a capacitação permanente de membros e servidores, a produção e o monitoramento de dados, a criação de taxonomias e marcadores nos sistemas institucionais e o acompanhamento sistemático das medidas adotadas. A implementação da norma será acompanhada por meio da articulação promovida pelo CNMP, da Rede Nacional de Pontos Focais, das corregedorias e dos núcleos especializados.

Diálogos Fundamentais

Na abertura do evento, a Comissão de Defesa dos Direitos Fundamentais apresentou o teaser da edição especial do programa Diálogos Fundamentais, dedicada ao tema "Direitos Humanos: eleições, democracia e participação feminina " .

O episódio reúne a professora Flávia Piovesan e a procuradora regional da República Raquel Branquinho para discutir representatividade, violência política de gênero, desafios do ambiente digital e o papel das instituições na promoção dos direitos fundamentais.

Também foi lembrada a estreia do programa, exibida em 1º de julho , que contou com a participação da subprocuradora-geral da República aposentada Ela Wiecko e da promotora de Justiça Valéria Scarance para debater a violência doméstica e a Lei Maria da Penha.

Autoridades presentes

Também prestigiaram o lançamento da Estratégia a promotora de Justiça do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MPRS) e coordenadora da Comissão Permanente de Combate à Violência Doméstica do Grupo Nacional de Direitos Humanos (GNDH), Ivana Battaglin, representando a presidente do colegiado, Leda Mara; o procurador regional eleitoral no Distrito Federal, Francisco Guilherme Vollstedt; a secretária nacional de Articulação Institucional, Ações Temáticas e Participação Política do Ministério das Mulheres, Sandra Kennedy, representando a ministra das Mulheres, Márcia Helena de Carvalho Lopes; a conselheira federal da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção São Paulo (OAB-SP) e presidente da Comissão Nacional da Mulher Advogada, Dione Almeida; a diretora de Programa da Secretaria-Executiva do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Carolina Costa, representando o ministro Wellington César Lima; a integrante do movimento Mulheres Negras Decidem, Tainah Pereira; e a deputada federal Erika Kokay.

Veja mais fotos.

Foto: Leonardo Prado (Secom/CNMP).

Matérias relacionadas

Conselheira anuncia lançamento da Estratégia Nacional de Enfrentamento à Violência de Gênero e de Raça

CNMP mobiliza estados para implementação da Estratégia Nacional de Enfrentamento à Violência Política de Gênero e Raça

(61) 3366-9100 Flickr: conselhodomp Facebook: cnmpoficial Instagram: cnmpoficial YouTube: conselhodomp WhatsApp: CNMP

(61) 3315-9425 Atendimento à imprensa: jornalismo@cnmp.mp.br

(61) 3315-9417 Inscrições e certificados de eventos: cerimonial@cnmp.mp.br

(61) 3315-9468 / 3315-9467 / WhatsApp (61) 3366-9229 Sugestões, elogios, reclamações, representações e pedidos de informação: https://www.cnmp.mp.br/portal/ouvidoria

Leia a matéria completa na fonte oficial: Conselho Nacional do Ministério Público
Compartilhar

Conteúdo coletado automaticamente do feed oficial e curado por filtros de relevância (decisão, acórdão, súmula, tese fixada etc.). Todos os direitos autorais permanecem com a fonte original; o JurisTube apresenta apenas o sumário e o link para a matéria completa.

Boletim do JurisTube
Blog, vídeos, decisões e normas — direto no seu e-mail

Mandamos para você os posts mais recentes do blog, os novos vídeos do acervo, as principais decisões dos tribunais superiores e as normas novas publicadas no DOU. Curadoria automática, leitura de 5 minutos.

Confirmação por e-mail (double opt-in). Descadastro com 1 clique a qualquer momento. Nenhum dado é compartilhado com terceiros.

Conteúdo acessível em Libras usando o VLibras Widget com opções dos Avatares Ícaro, Hosana ou Guga. Conteúdo acessível em Libras usando o VLibras Widget com opções dos Avatares Ícaro, Hosana ou Guga.